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Rohyngia by Mind Map: Rohyngia

1. Quem são?

1.1. Os rohingyas, roinjas ou ruaingas são um grupo étnico que pratica o islamismo e fala a língua rohingya, um idioma indo-ariano parente do bengáli

2. Onde moram?

2.1. Mianmar é um país predominantemente budista, de cerca de 60 milhões de habitantes, que não reconhece os rohingyas como seus próprios cidadãos. Estes vivem em aldeias no Estado de Rakhine, no oeste do país, e têm sofrido violência e discriminação social.

3. Por que estão sendo massacrados?

3.1. A perseguição dos rohingya parece basicamente um conflito religioso, como parece à primeira vista. Alguns analistas afirmam que a crise é mais motivada por questões políticas e econômica.

3.1.1. "Relações interreligiosas são muito complexas em Myanmar. Muçulmanos, especialmente os rohingya, são confrontados com a islamofobia profundamente arraigada de uma sociedade e Estado predominantemente budistas. Os fundamentalistas alegam que a cultura budista nacional estaria ameaçada pelos muçulmanos, ainda mais devido ao fato de Myanmar estar cercado por vários países islâmicos, como Bangladesh, Malásia e Indonésia."

3.2. Em 2012, um embate violento entre muçulmanos e budistas deixou mais de 140 mortos e 100 mil desabrigados. A ONU denunciou os ataques em documento divulgado, quando pediu que Mianmar revisse o tratamento dado a essa população.

3.3. Os ataques brutais contra os rohingyas na parte setentrional do estado de Rakhine foram organizados, coordenados e sistemáticos, com a intenção não apenas de expulsar a população de Mianmar, mas também de impedir seu retorno para casa – declarou a organização.

4. Quem está massacrando?

4.1. As pessoas não aceitam os rohyngias como cidadãos devido á intolerancia religiosa e alegam que o islamismo estaria ameaçando á cultura budista do local, fora que relações interreligiosas em myanmar são bem complexas

5. Consequências

5.1. Desde o dia 25 de agosto de 2017, quando as forças de segurança de Myanmar lançaram um ataque sistemático e generalizado contra centenas de vilarejos rohingya, mais de 700 mil mulheres, homens e crianças rohingyas fugiram do Estado de Rakhine para a vizinha Bangladesh. A ofensiva veio após um grupo armado rohingya, o Exército de Salvação Arakan Rohingya (ARSA), iniciar uma série de ataques contra postos policiais.

5.2. A omissão de líderes mundiais permitiu que criminosos ligados às forças de segurança de Myanmar continuassem em liberdade por um ano, após a campanha criminosa contra os rohingyas que gerou uma fuga de proporções épicas, disse hoje a Anistia Internacional.

5.3. O próximo relatório da missão de averiguação em Myanmar da ONU será uma contribuição importante à já existente pilha de evidências de crimes cometidos contra os rohingya, sob os termos do direito internacional bem como contra minorias étnicas em Kachin e os estados Shan do norte – onde a Anistia Internacional reportou crimes de guerra e onde sérias violações contra civis são recorrentes

5.4. “Não é a falta de evidencia e sim a ausência de vontade política que é a raiz do problema da falta de ação da comunidade internacional. É inegável que as forças de segurança de Myanmar cometeram crimes contra a humanidade contra os rohingya. Mas enquanto a comunidade internacional se arrasta para decidir que medida tomar, evidências vitais estão desaparecendo ou sendo destruídas”, disse Tirana Hassan

5.5. “Autoridades de Myanmar não podem permitir que se use uma comissão nacional de inquérito para mascarar as atrocidades contra os rohingyas. Já passamos por isso e está claro que eles tentam ganhar tempo até que o mundo foque em outra coisa” disse Tirana Hassan.