TINTURA MÃE

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TINTURA MÃE by Mind Map: TINTURA MÃE

1. Forma farmacêutica básica. É a preparação que constituiu o ponto de partida para a manipulação das formas farmacêuticas derivadas.

1.1. É o resultado da ação extrativa e/ou dissolvente, por contato íntimo e prolongado, de um insumo inerte hidro alcoólico ou hidroglicerinado sobre determinada droga vegetal ou animal, fresca ou dessecada, por meio dos processos de maceração ou percolação.

2. PROCESSOS DE OBTENÇÃO

2.1. Esses métodos de extração são utilizados de acordo com a natureza da droga empregada na preparação da TM.

2.2. Os principais são: maceração, a percolação e a expressão.

2.2.1. Método de expressão Idealizado por Hahnemman.

2.2.2. Mais eficaz para a obtenção de tinturas-mães a partir de vegetais frescos.

2.2.3. Redução do vegetal fresco em pedaços pequenos até formar uma pasta fina, que é envolvida em um pano de linho novo. Este tecido é prensado para obter o suco, que é imediatamente misturado com álcool e conservado em frasco âmbar por alguns dias, ao abrigo da luz e do calor, para, afinal, ser filtrado em papel de boa qualidade.

2.2.4. Método de maceração: Consiste em deixar a droga vegetal ou animal em contato com o veículo extrator adequado, com agitação, por certo tempo.

2.2.5. Método de percolação: Depende essencialmente em fazer passar o insumo inerte através da droga já umedecida, contida em um recipiente adequado, até que todos os fármacos solúveis sejam esgotados.

3. PREPARAÇÃO

3.1. ORIGEM: VEGETAL – FRESCO

3.2. Droga: vegetal fresco ou dessecado

3.3. Parte empregada: vegetal inteiro, parte ou secreção.

3.4. Liquido extrator: etanol.

3.5. Método de extração: maceração ou percolação

3.6. Relação resíduo sólido/volume final da TM: 1:10(p/v) (10%).

3.6.1. Resíduo Sólido Teor hidro alcoólico Até 25% Usar álcool 90%(p/p) Entre 30 e 35% Usar álcool 80%(p/p) Entre 40 e 50% Usar álcool 70%(p/p)

3.6.2. Calcular o resíduo sólido (r. sol) TM= 10x % do r. sol. 100g do vegetal deixa em estufa até peso constante. Peso final – peso inicial = r. sol.

3.6.2.1. A seguir calcular % do r. sol. na amostra, arredondando o valor para o nº inteiro mais próximo. Se menor que 20%, arredondar para 20%. Para obter a quantidade final da TM x 10.

3.6.2.2. A relação droga/insumo inerte é de 1:10 ou 10%.

3.6.2.3. O insumo inerte extrator será mistura hidro alcóolica cujo teor dependerá do Resíduo sólido.

3.6.2.4. Tendo a quantidade final de TM a obter e o teor hidro alcóolico do extrator, basta saber a quantidade necessária desse veículo inerte capaz de extrair o maior número possível de princípios ativos solúveis. Basta subtrair da quantidade final de TM a quantidade de água do vegetal.

3.7. ORIGEM: VEGETAL – FRESCO POR MACERAÇÃO

3.7.1. Vegetal fresco rasurado + 85% do volume de álcool cujo teor e quantidade foram previamente calculados.

3.7.2. Recipiente de vidro ou aço inoxidável.

3.7.3. Agitar essa mistura pelo menos 3x ao dia por 20 dias.

3.7.4. Filtrar o macerado e guardar o filtrado.

3.7.5. Prensar o resíduo, filtrar o líquido obtido e juntar com o líquido filtrado.

3.7.6. Acrescentar veículo inerte no prensado, misturar novamente, prensar novamente, e filtrar - repetir o processo até que se atinja a quantidade de 10 x o r.sol.

3.7.7. Deixar em repouso 48h e filtrar em papel de filtro

3.8. ORIGEM: VEGETAL – DESSECADO

3.8.1. Acrescentar veículo inerte no prensado, misturar novamente, prensar novamente, e filtrar;

3.8.2. Repetir o processo até que se atinja a quantidade de 10 x o r.sol;

3.8.3. Deixar em repouso 48h e filtrar em papel de filtro.

3.8.4. A quantidade de água nos vegetais varia de acordo com o tecido:

3.8.5. folhas (60 – 90%);

3.8.6. flores (90%);

3.8.7. órgãos subterrâneos (70-85%).

3.8.8. A água favorece degradação dos fármacos contidos nos vegetais, se o vegetal não for usado fresco, recomenda-se dessecar deixando até 5% máx. de água.

3.8.9. Calor natural ou artificial

3.8.10. Armazenar em recipiente de madeira, sacos de papel e em sacos plásticos.

3.9. ORIGEM DROGA SECA

3.9.1. Tintura mãe seca – não há necessidade decalcular resíduo solido Para obter 10 parte da TM a partir de uma parte da droga, resultando 1:10 – inerte está na monografia vegetal. Equivalência entre a TM a partir do vegetal fresco ou dessecado

3.9.2. Maceração: - Material dessecado, dividido, em maceração com quantidade de veículo extrator calculado de maneira a obter uma TM a 10%, por 20 dias.

3.9.3. Recipiente de vidro.

3.9.4. Agitar a mistura 3x/dia.

3.9.5. Decantar e filtrar.

3.9.6. Percolação: - Reduzir a droga a pó moderadamente grosso (tamis 40-60), em recipiente com veículo extrator em quantidade a 20% do peso da droga, por 4 hrs.

3.9.7. Umedecer o pó. Transferir para o percolador – adicionar volume suficiente de insumo inerte para obtenção da qtidade previamente calculada de TM.

3.9.8. Ajustar a torneira para que cada 100g de droga escoem 8 gts por minuto.

3.9.9. Cessar o processo quando o percolado atingir 10 partes da droga.

4. PREPARAÇÃO DE TINTURA-MÃE ORIGEM: ANIMAL

4.1. Droga: animal vivo, recém sacrificado ou dessecado.

4.1.1. Animais vivo, recém sacrificado ou dessecados

4.1.2. Órgãos e glândulas: insumo inerte – mistura água e glicerina.

4.1.3. Insetos: insumo inerte – mistura hidro alcóolica.

4.2. Parte empregada: animal inteiro, parte ou secreção.

4.3. Líquido extrator: etanol (65% a 70% (v/v), mistura de etanol, água e glicerina (1:1:1), mistura de água e glicerina (1:1), mistura de etanol e glicerina (1:1) ou outro qualquer especificado na respectiva monografia.

4.4. Relação droga/líquido extrator: 1:20 (p/v) (5%).

4.5. Maceração: - Manter uma parte da droga animal em contato com 20 partes do insumo inerte, por 20 dias glicerina e 15 dias etanol, agitando o recipiente – 3x/dia. Ambiente refrigerado e protegido de luz. Filtrar sem promover a prensagem. Se a quantidade de TM não atingir 20 x o peso da droga animal, acrescentar ao resíduo do macerado quantidade suficiente de veículo extrator. Manter por repouso 48hrs, filtrar.

5. ACONDICIONAMENTO E CONSERVAÇÃO

5.1. Conservar em frasco de vidro âmbar, bem fechados, ao abrigo de luz e calor.

5.2. Nunca utilizar frascos de plástico.

5.3. TM em solução hidro alcóolica

5.4. Temperado entre 16 e 22º

5.5. O prazo de validade da TM vai depender fundamentalmente das condições de estocagem e da natureza da TM.

5.6. Durante a armazenagem podem sofrer oxidações (taninos, álcool), precipitações (resinas, mucilagens), hidrólises (alcaloides) e reações com os componentes cedidos pelo recipiente.

5.7. Perda do álcool por evaporação.