Tétano

Tétano com foco em Microbiologia

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Tétano により Mind Map: Tétano

1. Patologia

1.1. Apresenta alta letalidade, devido à insuficiência respiratória consequente à contração dos músculos respiratórios ou espasmo da glote, ou a complicações como pneumonia, acidose, desidratação, sepse, choque e outras

1.2. Clostridium tetani

1.2.1. ́um componente da flora do solo, sendo encontrado difusamente na terra, água, poeiras, bem como na superfície de animais, vegetais e objetos inanimados.

2. Fases

2.1. Imunidade natural

2.1.1. Ocorre com frequência entre os animais, principalmente entre os ruminantes e seres humanos, atribuindo-se seu mecanismo de aquisição seja à presença do Clostridium tetani na flora digestiva ou a infecções subclínicas pelo microrganismo em lesões cutâneas

2.1.2. O principal mecanismo seria a germinação do bacilo no intestino e produção de quantidades de toxina suficientes para serem absorvidas e sensibilizarem o sistema imune do hospedeiro, principalmente ao haver pequenas lesões na mucosa intestinal

2.2. Tétano moderado

2.2.1. Ausência de disfagia e de contraturas recorrentes, ou estas são fracas e espalhadas. Em geral, período de incubação superior a 7 dias e período de progressão, se existir, superior a 48 h. A letalidade é ausente e, se ocorrer, é devida a intercorrências (infarto, AVC etc.).

2.3. Tétano grave

2.3.1. Com comprometimento da dinâmica ventilatória, disfagia (dificuldade ao deglutir), contraturas recorrentes fortes e frequentes, acúmulo de secreções em vias respiratórias, sudorese (transpiração), crises de apneia (suspensão rápida da respiração). Em geral, período de incubação inferior a 7 dias e de progressão inferior a 48 h. Há resposta clínica adequada à terapêutica miorrelaxante (relaxamento esquelético) e sedativa. Letalidade cerca de 10%

2.4. Tétano gravíssimo

2.4.1. As mesmas características do tétano grave, com contraturas recorrentes de grande intensidade, com grave comprometimento respiratório e pobre resposta à terapêutica miorrelaxante (relaxamento esquelético) e sedativa. Presença frequente de febre elevada, retenção urinária e hemorragia digestiva (úlcera de estresse). Letalidade acima de 50%.

3. Diagnóstico

3.1. O diagnóstico do tétano é clínico.

3.1.1. É a descrição de sinais e sintomas

3.1.2. Exames laboratoriais não contribuem para o diagnóstico da doença, visto que a toxina tetânica não é dosável no sangue e o cultivo do bacilo tetânico em um ferimento raramente é conseguido

3.1.3. Por outro lado, a presença da bactéria em uma ferida não significa que o paciente esteja com tétano

4. Morfologia

4.1. Cultivo

4.1.1. O pH ótimo para seu crescimento é de 7 a 7,4

4.1.2. Temperatura ideal de 37°C

4.1.3. Vácuo de 3 a 8 mmHg

4.2. Bacilos gram-positivos e esporulados

4.2.1. Apresenta-se como um bacilo móvel por meio de flagelos

4.2.2. Medindo 2 a 5 mm de comprimento e 0,3 a 0,8 mm de largura

4.3. Tipos

4.3.1. Forma vegetativa

4.3.1.1. ́Bastante frágil, sendo eliminada pelo calor, desinfetantes, oxigênio e antibióticos como as penicilinas, tetraciclinas e macrolídeos

4.3.2. Forma esporulada

4.3.2.1. Resistir às condições adversas, suportando aerobiose, ressecamento, calor e ação de desinfetantes

5. Invasão

5.1. 1. Após a penetração, o Clostridium tetani permanece em estado latente (esporulado) por algumas horas ou dias

5.2. 2. Uma vez presente um baixo potencial de oxirredução (ocorrência de oxidação e redução de átomos de substâncias), a germinação ocorre em quatro a seis horas e a forma vegetativa logo inicia a produção da toxina tetanospasmina

5.3. 3. A tetanospasmina é então absorvida por via neural motora, chegando aos centros motores medulares e do tronco cerebral em cerca de 16 a 24 h

5.4. 4. A absorção da toxina pelos nervos próximos ao bacilo explica os sintomas locais ao início do tétano, referidos por alguns pacientes como parestesias, dor, entre outros.

5.5. 5. Uma vez nos centros motores, a tetanospasmina liga-se a receptores da membrana pré-sináptica dos interneurônios de Renshaw (neurônios internunciais inibidores), bloqueando a sua ação inibidora sobre os neurônios motores inferiores

5.6. 6. A fixação da toxina bloqueia a liberação do mediador químico, a glicina, nesta sinapse, com isto ficando os neurônios motores inferiores permanentemente estimulados por impulsos que vêm do cérebro e regiões sensoriais

5.7. 7. A consequência clínica desses fenômenos é o surgimento de hipertonia muscular (em que o músculo perde a capacidade de estiramento) e hiperreflexia (atividade aumentada dos reflexos.)

5.8. A tetanospasmina causa também hiper estimulo do simpático, manifestada por hipertensão arterial, taquicardia, sudorese e hipertermia

6. Prevenção

6.1. A profilaxia é feita com vacina

6.2. Deve começar na vacinação da grávida antes do parto, depois seguir a caderneta de vacinação (ela é parte da vacina tríplice) e continuar a ser aplicada em adultos a cada 10 anos.

7. Tratamento

7.1. pessoas não vacinadas

7.1.1. Pode ser utilizada a imunoglobulina humana antitetânica ou o tradicional soro antitetânico obtido de cavalos. Antibióticos são usados nos casos de ferimento, mas isoladamente eles não evitam o tétano: a toxina já formada se prende ao sistema nervoso, onde os antibióticos não são eficazes.

7.2. pessoas já vacinadas

7.2.1. Mais sutis em pessoas já vacinadas que se restringem à rigidez muscular em poucos músculos, dificultando o diagnóstico.